A arquitetura patrimonial começa muito antes da sucessão empresarial.
Nos últimos anos, tive o privilégio de auxiliar inúmeras famílias de empreendedores com avaliações de empresas, planejamento de sucessão empresarial e estruturação do patrimônio empresarial.
Ao fazer isso, deparei-me repetidamente com um padrão semelhante:
Não foi a empresa que representou o maior desafio — foi a estrutura da riqueza acumulada.
Muitos empreendedores de sucesso dedicam toda a sua energia, ao longo de décadas, à construção de suas empresas. Isso resulta em modelos de negócios estáveis, empregos e criação de valor sustentável. Os lucros gerados são, então, frequentemente transferidos para uma holding ou para seus ativos pessoais.
No entanto, é justamente aí que começa uma nova tarefa empreendedora.
Pois, paralelamente à empresa operacional, surge um segundo sistema:
os ativos.
Os ativos empresariais exigem uma estratégia própria
Na prática, a riqueza costuma ser acumulada passo a passo.
Um imóvel surge a partir de uma oportunidade interessante.
Um investimento em ações é adquirido com base em uma recomendação.
Os metais preciosos servem para proteger o patrimônio.
Uma carteira de títulos se desenvolve ao longo dos anos.
Cada investimento individual pode fazer sentido.
A questão crucial, no entanto, é:
qual é o papel que ele desempenha na estrutura geral do patrimônio?